A FIFA vai avaliar a possibilidade de levar a Copa do Mundo masculina a 64 seleções depois do torneio de 2026, segundo o presidente Gianni Infantino. A declaração recoloca o formato da edição de 2030 no centro do debate enquanto a primeira Copa com 48 equipes ainda é disputada no Canadá, México e Estados Unidos.
Trata-se de uma avaliação, não de uma decisão. Infantino disse que o assunto será analisado pelos comitês competentes da FIFA depois da atual Copa. Qualquer mudança precisará passar pelos processos esportivos e decisórios da entidade antes de poder valer em 2030.
A relevância é clara: 2026 já ampliou a fase final de 32 para 48 seleções e de 64 para 104 jogos. O torneio começou em 11 de junho e termina com a final de 19 de julho. São 16 estádios anfitriões em três países, o maior Mundial até agora em número de participantes e partidas.
Sair de 48 para 64 seleções significaria incluir mais 16 países na fase final. O efeito esportivo dependeria do formato escolhido pela FIFA: mais grupos, uma rota diferente ao mata-mata e possivelmente um calendário maior são pontos ainda em aberto. Um torneio eliminatório puro de 64 times teria 63 jogos antes da disputa de terceiro lugar, mas esse é apenas um modelo teórico.
O momento chama atenção porque a Copa de 2030 está prevista para ter Marrocos, Portugal e Espanha como anfitriões principais, com partidas do centenário programadas para Argentina, Paraguai e Uruguai. Essa distribuição geográfica torna calendário, deslocamentos e estádios decisivos em qualquer discussão de expansão.
Para o torcedor, a mensagem imediata é simples: a Copa de 2026 continua sendo uma competição de 48 seleções e 104 partidas. A proposta de 64 equipes é uma questão de política pós-torneio, não uma alteração para as semifinais desta semana ou para a final de 19 de julho. A decisão futura da FIFA influenciará tanto as vagas nas eliminatórias quanto a fase final.